A história desta vila remonta à longínqua Pré-História (Bronze Final).

A zona ocupada, terá sido o monte da Srª dos Milagres e o Cabeço da Cotovia, tendo este povoado sido facilitado pelas condições naturais aqui existentes: o acidentado do terreno que proporciona defesas naturais e uma fauna e flora muito ricas e abundantes bem como a riqueza aurífera do rio Zêzere.

No período em que a Península Ibérica esteve ocupada pelos Romanos, sabe-se que esta zona foi por eles povoada, como provam alguns vestígios arqueológicos (ex. forno de cerâmica, situado no Monte da Cotovia). Alguns autores atribuem mesmo, a fundação desta vila aos Romanos, caso de Miguel Leitão de Andrada que se baseia numa lenda que ele próprio pôs a circular em 1629. Também os árabes terão estado nesta região, pois os topónimos de algumas localidades do concelho, como Altardo ou Atalaia, são disso prova.

Foral

Na época da Reconquista Cristã a vila teria ficado despovoada, até que em 1135 D.Afonso Henriques a terá mandado repovoar, pondo à frente dos seus destinos o seu filho bastardo D.Pedro Afonso, que no mesmo ano de 1135 faz a doação desta propriedade a três fidalgos.

É também D.Pedro Afonso que no ano de 1206 dá o primeiro Foral a Pedrógão Grande, já no reinado de D.Sancho I.

Pedrógão Grande volta a ter novo Foral em 1513, concedido pelo rei D.Manuel I.

Até à implantação do regime constitucional foram donatários de Pedrógão Grande o Conde Redondo e o Marquês de Castelo Melhor, que tinham sobre esta vila poderes jurisdicionais. Subordinado à Corregedoria de Tomar, foi posteriormente em 1875 criada a Comarca de Pedrógão Grande, mas logo em 1895 um decreto lei extingue o concelho e a Comarca de Pedrógão Grande, integrando-os nos de Figueiró dos Vinhos.

Um novo decreto de 13 de Janeiro de 1898 restitui a Pedrógão Grande o Concelho continuando porém a Comarca em Figueiró dos Vinhos.

 

Brasão

Constituído pelos elementos mais característicos da região - os penhascos, o rio Zêzere e as águias - é o Brasão de Pedrógão Grande bem o perfeito símbolo da região onde se insere.

« Armas - De azul com uma águia de prata e de negro, aberta, olhando o sol de ouro em chefe. Em contrachefe, um monte de penhascos de prata e de negro, corado por uma faixa ondada de azul. Curva mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: Vila De Pedrógão Grande, a negro. BANDEIRA - Esquartelada de branco e de negro. Cordões e borlas de prata e de negro. Haste e lança douradas. SELO - Circular, tendo no centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes e em volta dos dizeres: Câmara Municipal de Pedrógão Grande. Como a águia e os penhascos são de prata e de negro, a bandeira é esquartelada de branco, que corresponde à prata e de negro. Quando destinada a cerimónias e a cortejos, é de seda bordada e tem uma área de um metro quadrado. Indica-se o azul para o campo de armas, porque este esmalte em heráldica simboliza o ar e significa zelo e lealdade. A águia e os penhascos são de prata porque este metal significa humildade e riqueza e são também de negro que simboliza a terra e significa firmeza e honestidade. O Sol em heráldica é sempre representado a ouro, tendo este metal o significado da fé, da fidelidade, do poder e da liberdade. O rio é de azul conforme o determina a heráldica. Os penhascos são alusivos do nome da terra; a águia olhando o sol indica a grande altura do monte onde assenta a vila; a fertilidade regional está representada pelo rio, ficando simbolicamente caracterizados a terra e os seus naturais.».

 

(Informação Retirada do site oficial da Câmara Municipal de Pedrógão Grande)